Tuesday, October 25, 2005

Virgílio diz que resultado do referendo mostra desagrado com classe política

Na opinião do senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), a vitória do "não" no referendo deste domingo (23), que consultou a população sobre a proibição da venda e fabricação de armas no Brasil, representou a condenação da população à classe política e aos governos por não terem estabelecido uma proposta eficaz de segurança pública para o país. Ele acrescentou que tanto os que votaram "não" quanto os que votaram "sim" expressaram sua insatisfação contra o atual estado de insegurança.
Depois de revelar que votou pela proibição da comercialização de armas e munições e que repetiria o voto se houvesse uma nova consulta, Arthur Virgílio justificou que a intenção dos que se posicionaram votando "sim" foi dizer ao governo que, se por um lado os homens de bem do país estavam propondo a se desarmar, por outro estavam cobrando do governo o desarmamento dos bandidos e a adoção de políticas sociais e de segurança pública.
- Em nenhum momento caí na esparrela de que havia uma disputa entre os bons, os pacifistas e os politicamente corretos do "sim" contra os trogloditas do "não". Não sou maniqueísta. O "não" não derrotou o "sim". Diria que o "sim" e o "não", somados, cada um pelo seu viés, condenaram não apenas a este governo pelas promessas e nenhuma realização no campo da segurança pública, mas a sucessivos governos federais, incluindo aquele do qual fui ministro e líder - afirmou Arthur Virgílio.
O senador pelo Amazonas também comemorou o aniversário de 336 anos de Manaus. Ele requereu um voto de aplauso pela data e registrou que a cidade, se por um lado conta com muitas construções, obras de arte e beleza no coração da Amazônia, por outro ainda testemunha diversos contrastes na sua população.
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