Thursday, October 13, 2005

Polícia insiste em tese de crime comum para morte de Celso Daniel
Especial Celso Daniel
A Polícia Civil voltou a informar que o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em 2002, foi crime comum e não político, ao contrário do que apura o Ministério Público. O delegado divisionário do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Armando de Oliveira Costa Filho, disse que as mortes de seis pessoas ligadas ao caso não têm qualquer relação.
Segundo Costa Filho, o preso Dionísio Aquino Severo, resgatado da Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, e apontado pelo Ministério Público como elo entre os assassinos do prefeito e o mandante do crime, foi executado na prisão por causa de guerra entre facções. O delegado explicou que Severo era do Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC) e foi morto por ordem de Cesar Augusto Roriz, fundador do grupo rival Primeiro Comando da Capital (PCC).
Já Sérgio ´Orelha´, acusado de ter escondido Severo em sua casa após o seqüestro do prefeito, em janeiro de 2002, foi, na versão do delegado, fuzilado por inimigos da Zona Oeste, em novembro do mesmo ano.
Costa Filho acrescentou que o investigador Otávio Mercier, que teria falado ao telefone celular com Severo na véspera da morte do prefeito, foi assassinado durante perseguição a dois assaltantes que invadiram sua casa e roubaram jóias e dólares.
Para o delegado, o garçom Antônio de Oliveira, que serviu o último jantar ao prefeito no Rubayat, antes do seqüestro, sofreu acidente de moto ao tentar fugir de assaltantes, em fevereiro de 2003.
Paulo Brito, que testemunhou a morte do garçom, foi assassinado com um tiro 20 dias depois. O delegado afirmou que Brito trabalhava na Febem, tinha passagens na polícia e foi morto por dois menores por problemas anteriores no serviço.
O agente funerário Iran Redua, que reconheceu o corpo do prefeito, em Juquitiba, foi, diz Costa Filho, executado por rivais em novembro de 2004. O DHPP prometeu se pronunciar apenas nesta sexta sobre a morte de legista Carlos Delmonte.