Thursday, October 27, 2005

DIGITAIS PETISTAS NOS CARTAZES EM BRASILIA

Digitais petistas nos cartazes anti-Bornhausen
Partiu da liderança do PT na Câmara Legislativa de Brasília a mensagem eletrônica com o layout do cartaz ofensivo ao presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Foi elaborado por Marcos Wilson. Vem a ser o responsável pelo sítio mantido pela liderança do PT brasiliense na internet.

Utilizando o correio eletrônico da liderança do PT (marcos@ptcldf.org.df), Marcos Wilson remeteu o modelo de cartaz para Avel Alencar, diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Processamentos de Dados do DF, que encomendou a confecção dos cartazes.

Militante do PT há 17 anos, Avel avocou para si, em entrevista a este blog (veja despacho anterior, das 18h43) a responsabilidade exclusiva pelos “três mil cartazes” espalhados por Brasília, com a estampa de Bornhausen em trajes nazistas. Ele disse que pagou R$ 1,060, com um cheque pessoal.

O repórter ouviu há pouco a líder do PT na Câmara Legislativa do DF, deputada Érika Kokay. Ela diz que “o partido não tem responsabilidade” por esse episódio. O funcionário Marcos Wilson agiu “como cidadão, e terá de responder pelo seu ato.”

O PT vai punir o seu funcionário? “Vou discutir tudo isso com a bancada”, disse a deputada. “Fiquei sabendo dessas coisas todas agora há pouco”.

Marcos Wilson é design gráfico. Cuida da página da liderança petista na internet e de publicações do partido. Procurado em seu local de trabalho, Marcos Wilson já havia saído. O repórter ouviu o assessor de imprensa da liderança petista, Marcelo Xavier. Ele havia conversado com o colega mais cedo.

Segundo Xavier, Marcos utilizou indevidamente o e-mail do site da liderança. Não teria usado, porém, a estrutura do gabinete da liderança. O trabalho contra Bornhausen teria sido feito em sua casa, fora do horário de expediente. “Se tiver usado computador da liderança durante o expediente ele é passível de punição”, diz Érika Kokay.

A operação anti-Bornhausen, como se vê, foi coisa de amadores. A Polícia Civil de Brasília, que investiga o caso, não há de ter dificuldades para descobrir se a lambança está mesmo restrita ao baixíssimo clero da legenda ou se tem ramificações mais acima.